Cláusulas ignoradas hoje podem proteger até 5% do seu caixa amanhã
Governo Federal – A fase de transição da Reforma Tributária, que implantará IBS e CBS, tende a elevar custos de prestadores de serviços além da simples correção pelo IPCA, arriscando transformar receitas recorrentes em prejuízo silencioso.
- Em resumo: reajustes indexados à inflação não cobrem o salto tributário previsto, exigindo renegociação imediata.
IPCA não acompanha a nova conta fiscal
Modelos automáticos de reajuste funcionam enquanto a inflação é o único vilão. Com a chegada de tributos que limitam a recuperação de créditos, o custo real deve disparar, alerta um estudo citado pela Valor Econômico.
Contratos reajustados em 5% ao ano podem sofrer aumento de custo superior, pois a não cumulatividade incompleta eleva a carga líquida e corrói a margem, mostram analistas.
Capital de giro na linha de fogo
Além da rentabilidade, o fluxo de caixa vira ponto crítico: IBS e CBS deverão ser recolhidos antes mesmo do recebimento da fatura em contratos de 60-90 dias. Com Selic ainda em dois dígitos, financiar esse hiato encarece a operação e pressiona o balanço.
Empresas já estudam três ajustes: redução dos prazos de pagamento, antecipação de parcelas e inclusão de gatilhos de revisão extraordinária caso a carga efetiva salte acima do projetado. Historicamente, setores que ignoraram ajustes contratuais durante mudanças tributárias, como na unificação do PIS/COFINS em 2002, viram a margem líquida encolher até 4 p.p., segundo dados da Receita Federal.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jornal Contábil