Analistas veem janela rara, mas alertam para oscilações de curto prazo
Dólar americano – Na última sexta-feira (10), a moeda norte-americana tocou R$ 5,01, menor patamar em mais de doze meses, reacendendo a dúvida de viajantes e investidores sobre o timing para comprar divisa ou ativos atrelados ao câmbio.
- Em resumo: Real acumula valorização de 5,3% desde março, sustentado por juros altos e entrada líquida de capital estrangeiro.
Fluxo estrangeiro, petróleo e Selic: o tripé que fortalece o real
A combinação de juros domésticos ainda elevados, ações baratas e superávit recorde na balança comercial de petróleo atraiu R$ 11,7 bilhões à B3 em março, segundo a própria bolsa; movimento confirmado por dados da Reuters.
“Investidores estão migrando de ativos norte-americanos diante da perda marginal do ‘excepcionalismo’ dos EUA, o que permite a outras moedas, como o real, ganharem terreno”, destaca Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.
Inflação, exportações e viagem: quem ganha e quem perde se o dólar furar R$ 5
Uma cotação na faixa de R$ 4,80 reduziria imediatamente pressões sobre combustíveis, alimentos importados e eletrônicos, ajudando o Banco Central na missão de trazer a inflação ao centro da meta justamente enquanto o Copom acelera cortes na Selic.
Já para exportadoras de commodities e empresas com receita dolarizada, a moeda mais fraca significaria margens comprimidas. Mesmo assim, estrategistas lembram que o patamar de R$ 5 continua acima da média histórica real — em valores deflacionados, o dólar orbitou os R$ 4,10 entre 2017 e 2019.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS