Planejamento fiscal volta ao centro das estratégias de investimento
Receita Federal – A recente fixação de 10% de alíquota sobre dividendos acima de R$ 50 mil mensais reacendeu o debate entre cortar impostos e buscar retornos mais altos, impactando tanto pequenos quanto grandes investidores.
- Em resumo: economizar no IR pode superar ganhos brutos maiores graças ao efeito dos juros compostos.
Custo certo x lucro incerto: o argumento dos especialistas
A lógica de “pagar menos para render mais” ganhou força após a mudança na tributação. Bruce Barbosa, da Atlas Valorum, relembra que encargos são certezas, enquanto performance é probabilidade. Segundo levantamento da Reuters sobre as novas regras, o ajuste pode poupar até R$ 62,5 mil ao ano em carteiras de alta renda.
“Deixar de pagar imposto é como receber rendimento extra”, destaca Barbosa, ao projetar até 20% de diferença no capital acumulado em 20 anos.
Quando vale a pena pagar mais imposto pelo retorno
Para Diogo Almeida, economista da Pequod, o foco deve ser a rentabilidade líquida. Fundos de ações e multimercados, mesmo tributados, podem superar títulos isentos se entregarem prêmio acima da Selic, hoje em 10,50% ao ano. No cenário atual de inflação na casa dos 4%, produtos isentos como LCI e LCA competem diretamente com CDBs que rendem 110% do CDI, mesmo pagando 15% de IR após dois anos.
Estratégias legais que blindam o bolso
Investidores pessoas físicas dispõem de táticas simples: limitar vendas de ações a R$ 20 mil mensais para zerar IR em swing trade, usar prejuízos para compensar lucros e aportar até 12% da renda tributável em PGBL, diferindo imposto para o futuro. Já na previdência, resgates após 10 anos pagam apenas 10%, coincidindo com o novo teto dos dividendos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal