Transição das associações mutualistas emperra na criação de gestoras especializadas
Susep – A autarquia confirmou que, embora a nova regulamentação para proteção veicular esteja formalmente valendo desde 4 de maio, boa parte do mercado roda em modo provisório, à espera das administradoras que vão gerir os grupos mutualistas. Para quem depende do serviço, isso significa falta de garantias claras em caso de sinistro e risco de perda financeira.
- Em resumo: cerca de 8 milhões de motoristas seguem sem cobertura 100% regularizada.
Como fica o motorista até que a engrenagem regulatória se complete?
Enquanto as futuras gestoras não saem do papel, especialistas recomendam verificar no site oficial da Susep se a associação já entrou em fase de cadastro. Segundo reportagem do Valor Econômico, entidades que não cumprirem prazos podem ser excluídas do processo.
“A norma está posta, está aprovada, mas existe um período de adaptação”, reforçou Júlia Normande Lins, diretora de Infraestrutura de Mercado da Susep.
Impacto para seguradoras, consumidores e o PIB do setor
O vácuo regulatório acontece num momento em que apenas 30% da frota brasileira possui seguro tradicional. A Confederação Nacional das Seguradoras projeta que o segmento atinja 5,8% do PIB e avance 5,7% na arrecadação até 2026, movimento que pode acelerar se os modelos mutualistas migrarem para o ambiente regulado.
Com Selic ainda em patamar elevado, ampliar a base de segurados se torna estratégia para diluir custos e manter margens do setor. Do lado do consumidor, a regularização promete contratos mais transparentes, preços competitivos e acesso facilitado a crédito que exige cobertura patrimonial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil