Eletrificação sem tomada desafia custo e sustentabilidade
Nissan – O Kicks e-POWER, recém-lançado, entrega torque instantâneo típico de carro 100% elétrico, porém mantém um pequeno tanque de combustível que alimenta um gerador interno. O resultado é dirigir em silêncio, evitar filas de recarga e ainda assim pagar a conta do posto.
- Em resumo: motor elétrico traciona as rodas, enquanto o propulsor a gasolina opera apenas como gerador, sem ligação mecânica.
Como a arquitetura e-POWER reduz ruído e vibração
Ao isolar o motor a combustão do eixo, a Nissan eliminou a caixa de marchas e reduziu os rangidos típicos de ultrapassagens. Esse design lembra o conceito de híbridos de série usados em modelos premium, mas a marca japonesa compactou o sistema para um SUV urbano.
A tração elétrica gera 280 Nm de torque imediato, enquanto o gerador entra em ação a rotações estáveis, cortando ruído de cabine e poupando freios por meio de regeneração intensa.
Preço salgado e a conta que chega no fim do mês
Com valor de tabela superior ao de concorrentes flex convencionais, o Kicks e-POWER exige planejamento: a economia de até 20% no consumo, segundo dados oficiais, pode levar anos para cobrir o prêmio tecnológico. Especialistas lembram que o dólar valorizado pressiona peças importadas e empurra o custo final ao consumidor.
No pano de fundo, o Banco Central projeta Selic em viés de queda moderada, mas o crédito automotivo ainda roda acima de 25% ao ano. Ou seja, quem pensar em financiar o SUV híbrido precisará calcular o impacto total de juros somados ao gasto regular de gasolina – mesmo que menor.
O que você acha? Vale pagar mais por um carro que oferece experiência elétrica e ainda depende do petróleo? Para análises de negócios automotivos e mobilidade, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Nissan