Bioimpressão japonesa mira escala global e bolso do consumidor
Universidade de Osaka – Pesquisadores da instituição anunciaram recentemente a produção de um bife de Wagyu impresso em 3D com textura e sabor idênticos ao corte original, abrindo caminho para um mercado multibilionário de proteína sem abate e com pegada de carbono reduzida.
- Em resumo: o corte cultivado replica gordura marmorizada e fibras musculares sem depender do gado vivo.
Como o bife high-tech replica a gordura marmorizada
A equipe liderada pelo professor Michiya Matsusaki organizou células-tronco bovinas em camadas que formam músculo, gordura e vasos, processo conhecido como bioimpressão funcional. O resultado mantém a suculência e o ponto de fusão característicos do Wagyu, fator que sustenta seu alto valor em restaurantes de elite. De acordo com estimativas citadas pela Reuters, o mercado global de carne cultivada pode superar US$ 25 bilhões até 2030.
“A amostra reage ao calor exatamente como a carne convencional, preservando aroma e maciez”, destaca o estudo divulgado pela equipe japonesa.
O que muda para investidores e meio ambiente
Hoje, a pecuária responde por cerca de 15% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. Ao exigir menos terra e água, a carne cultivada surge como alternativa estratégica para governos que buscam cumprir metas climáticas e para fundos que adotam critérios ESG. Para o consumidor, a curva de custo deve cair assim que as bioimpressoras ganharem escala e a regulamentação sanitária for definida em grandes mercados como Estados Unidos, União Europeia e Brasil.
O que você acha? Pagaria o mesmo preço por um Wagyu sem abate se isso reduzir emissões e ampliar a oferta? Para mais análises sobre inovação e negócios sustentáveis, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Universidade de Osaka