Confiança antiga pesa mais que a praticidade digital, indica pesquisa
Equifax Boa Vista – Um levantamento divulgado em 2/6 mostra que 71,5% dos brasileiros seguem fiéis ao banco tradicional, mesmo com a escalada dos aplicativos financeiros. O dado joga luz sobre a disputa bilionária entre agências físicas e neobanks — e revela por que sua próxima linha de crédito pode sair de um aplicativo, mas o salário continua caindo na velha conta-corrente.
- Em resumo: acesso a limite maior de crédito é o principal motivo para quem topa migrar de banco.
Crédito fácil: arma dos neobanks para quebrar a inércia
Quase metade (46,9%) dos entrevistados que cogitam mudar afirma que buscaria volumes maiores de empréstimo nos bancos digitais, segundo o estudo. Juros menores aparecem em seguida, com 25,6%. A tática não é nova: fintechs como Nubank e Inter dobraram sua carteira de crédito em 2025, conforme dados compilados pela Reuters, mirando justamente consumidores que os grandes bancos consideravam de alto risco.
“Na hora de pegar dinheiro emprestado, o consumidor pode ser mais flexível; o dinheiro de um banco digital é o mesmo de um tradicional”, disse Marcos Coque, diretor de analytics da Equifax Boa Vista.
A disputa por “principalidade” e o efeito na sua taxa de juros
A pesquisa revela que neobanks já atendem de forma exclusiva 51,8% dos usuários de empréstimo pessoal no País. Mesmo assim, 66,9% dos respondentes acreditam que os bancos tradicionais estariam mais preparados para enfrentar uma crise econômica. O paradoxo reforça a estratégia dos incumbentes de reforçar a segurança — enquanto as fintechs, capitalizadas em meio à Selic estável em 10,50% ao ano, ampliam ofertas de crédito para atrair correntistas de maior renda.
O que você acha? Os neobanks conseguirão virar o “banco principal” do brasileiro ou continuarão como opção secundária para crédito? Para acompanhar análises detalhadas sobre o setor, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Murilo Melo