Como a fé no Padim Ciço move bilhões e redesenha o turismo no Nordeste
Governo do Estado do Ceará — Dados oficiais indicam que Juazeiro do Norte atrai, anualmente, mais de 2,5 milhões de romeiros, injetando recursos decisivos no varejo, no transporte rodoviário e na rede hoteleira da região.
- Em resumo: Fé popular mantém a cidade entre os maiores polos de turismo religioso do país e aguarda aval final do Vaticano para a beatificação de Padre Cícero.
Colina do Horto: o “motor” de um mercado em expansão
A estátua de 27 m do Padre Cícero, inaugurada em 1969, funciona como ímã para devotos e curiosos. O complexo — que inclui museu, teleférico e geossítio — recebe fluxo constante de visitantes, fator que sustenta milhares de empregos diretos e indiretos, segundo levantamento citado pelo G1 Economia.
“Mais de dois milhões de pessoas sobem o Horto todos os anos, transformando fé em atividade econômica permanente”, aponta relatório da Secretaria de Turismo do Ceará.
Beatificação em curso: efeito multiplicador na renda local
Em 2022, a Santa Sé abriu oficialmente o processo de beatificação, conferindo a Padre Cícero o título de Servo de Deus. Caso o Vaticano confirme o próximo passo, especialistas projetam aumento imediato no fluxo de fiéis — prática observada em outros santuários, como Aparecida (SP) — intensificando a arrecadação de tributos municipais e estaduais.
O Ministério do Turismo estima que o segmento de turismo religioso movimente cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil, cifra que tende a crescer com novos roteiros estruturados e investimentos públicos em infraestrutura viária e aeroportuária no Cariri.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Estado do Ceará