Nova rodada da guerra comercial atinge em cheio o coração industrial da Europa
Volkswagen – A gigante alemã viu suas ações afundarem após o governo norte-americano confirmar, na sexta-feira (1º), uma tarifa de 25% sobre veículos importados da União Europeia, medida que entra em vigor ainda nesta semana e aprofunda o impasse comercial transatlântico.
- Em resumo: papéis de Volkswagen, BMW e Daimler recuaram até 6% na sessão seguinte ao anúncio.
Escalada tarifária ameaça margens, empregos e inovação
Na abertura dos mercados desta segunda-feira, o setor automotivo liderou as perdas no índice Stoxx 600, refletindo o risco de aumento de custos para exportar aos Estados Unidos, principal destino de modelos premium alemães. Segundo a Reuters, o segmento já acumulava queda anual de quase 20% antes da nova taxação, pressionado por desaceleração global e transição para veículos elétricos.
A União Europeia exporta cerca de US$ 48 bilhões em automóveis aos EUA por ano, valor que pode encolher caso a tarifa se mantenha, apontam dados da ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis).
Impacto macro: PIB alemão sob risco e retaliação em pauta
Economistas lembram que a indústria automotiva responde por aproximadamente 5% do PIB da Alemanha. Com margens já comprimidas por juros altos do Banco Central Europeu e inflação de energia após o conflito na Ucrânia, o choque tarifário adiciona incerteza a investimentos em fábricas e P&D. Bruxelas estuda contramedidas, o que pode acender nova faísca numa cadeia global ainda fragilizada por gargalos logísticos pós-pandemia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame