Movimento de aversão ao risco reforça cautela no mercado brasileiro
Ibovespa – Na volta dos negócios em Nova York, o principal índice da B3 fechou em território negativo, pressionado pelo desempenho fraco das blue chips de mineração e dos grandes bancos, enquanto o câmbio voltou a testar a linha de R$ 5,02.
- Em resumo: ações de Vale e do setor bancário lideraram as perdas, e o dólar à vista avançou 0,17%, a R$ 5,0274.
Vale e bancos pesam após sessão fraca das commodities
O recuo do minério de ferro em Díli e Cingapura contaminou a Vale, que responde por quase 15% da carteira teórica do índice. Já Banco do Brasil, Itaú e Bradesco refletiram a leitura de que um ciclo de cortes menores na Selic pode comprimir margens. De acordo com análise da Reuters, as preocupações com a trajetória dos juros globais também têm reduzido o apetite por ações de países emergentes.
A moeda norte-americana avançou 0,17%, encerrando cotada a R$ 5,0274 no mercado à vista, segundo dados da B3.
Panorama macro: Fed no radar e IPCA no horizonte doméstico
No exterior, investidores monitoram as falas de dirigentes do Federal Reserve antes da próxima reunião, enquanto a curva de Treasuries permanece acima de 4,5% ao ano. Internamente, o foco já se desloca para o IPCA de sexta-feira, que servirá de termômetro para a decisão do Copom em setembro. Caso a inflação mostre resistência, economistas veem espaço para cortes mais conservadores na Selic, o que pode manter a bolsa sob pressão e sustentar o dólar acima de R$ 5,00.
O que você acha? A volatilidade veio para ficar ou surgem oportunidades de entrada? Para mais análises e cobertura em tempo real, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3