Alta de chips na Coreia contrasta com queda chinesa e petróleo em recuperação
Kospi – O principal índice de Seul disparou 8,42% recentemente, embalado pelo salto das ações da Samsung Electronics e da SK Hynix, enquanto Xangai afundou 2,04% e o Hang Seng cedeu 1,03% em meio à retomada dos preços do petróleo e ao impasse geopolítico no Oriente Médio.
- Em resumo: Euforia com resultados da Nvidia elevou techs coreanas, mas tensão no Golfo e barril mais caro minaram a confiança na China.
Nvidia puxa fabricantes asiáticos de chips
Os investidores correram para o setor de semicondutores depois de a norte-americana Nvidia reportar avanço de 85% na receita trimestral, puxando uma alta superior a 200% no lucro segundo a Reuters. O reflexo foi imediato: Samsung ganhou 8,5% ao sinalizar acordo trabalhista que afasta risco de greve, e SK Hynix — fornecedora da própria Nvidia — saltou 11,2%.
Com a inteligência artificial virando o novo motor de demanda, o mercado aposta que margens maiores em chips de alta performance podem se estender até 2025.
Petróleo volta a subir e pesa nos índices chineses
Enquanto Tóquio (+3,14%) e Taiwan (+3,37%) surfaram a onda tecnológica, Xangai e Hong Kong sentiram o peso da recuperação do Brent para a casa dos US$ 83, reflexo das incertezas nas tratativas entre Estados Unidos e Irã para arrefecer o conflito regional. Historicamente, cada alta de US$ 10 no barril adiciona cerca de 0,3 ponto percentual à inflação global, elevando o custo de importações chinesas e pressionando margens industriais.
O contraste acende alerta para gestores: a Ásia segue fragmentada entre mercados que se beneficiam do “boom” de IA e praças sensíveis a commodities. Na última leitura, o yuan voltou a rondar mínimas de sete meses, sugerindo que o Banco Popular da China poderá intensificar estímulos fiscais para sustentar o crescimento de 5% prometido por Pequim.
O que você acha? O rali dos semicondutores poderá compensar o choque do petróleo nos próximos trimestres? Para mais análises, acesse nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Money Times