Investidores testam limites da bolsa após disparada de 40% no ano
B3 – Dados atualizados até 20 de maio mostram retirada líquida de R$ 11,7 bilhões por estrangeiros, movimento que contrasta com o ingresso de R$ 44,8 bilhões desde janeiro e levanta dúvidas sobre a sustentação dos 200 mil pontos no Ibovespa.
- Em resumo: 25% do capital estrangeiro que entrou no 1º trimestre deixou o país em apenas 15 dias.
Juros nos EUA e rotação para tecnologia puxam capital
A perspectiva de taxa básica acima de 5% por mais tempo, reforçada na última ata do Federal Reserve, incentiva o deslocamento de recursos de emergentes para Wall Street. Segundo a Reuters, o rendimento dos Treasuries de 10 anos voltou a encostar em 4,4%, tornando o mercado norte-americano mais atrativo.
“O curioso é que, em apenas quinze dias, vimos a saída de 25% de tudo o que entrou no início do ano”, analisou Hugo Otani, sócio da Perspective Investimentos.
Real forte facilita realização de lucros
Com o dólar rondando R$ 4,90, o investidor internacional aproveitou o câmbio favorável para repatriar ganhos. Historicamente, cada recuo de 10% do dólar ante o real coincide com vendas líquidas na B3. Ao mesmo tempo, a Selic em 10,50% limita o apetite por ações domésticas, enquanto o Nasdaq acumula alta de mais de 12% no ano, reforçando a troca de posições de commodities para tecnologia.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3