Recuo do petróleo abaixo de US$100 anima investidores globais
Bolsa de Tóquio – Em sessão marcada por otimismo nas mesas de operação, o índice Nikkei saltou 2,87% e cravou o inédito patamar de 65.158,19 pontos, enquanto rumores de um acordo entre Estados Unidos e Irã apontam para a reabertura do Estreito de Ormuz e derrubam o Brent para US$ 96 o barril.
- Em resumo: Recorde em Tóquio e queda de 4% no petróleo puxam rali das bolsas asiáticas.
Chipmakers lideram rali e espalham alta por Xangai, Taipé e Sydney
Empresas de semicondutores, como Kioxia Holdings (+14%) e Lasertec (+13%), puxaram o avanço japonês, contagiando Xangai (+0,96%), Shenzhen (+0,94%), Taiex de Taiwan (+3,26%) e S&P/ASX 200 australiano (+0,40%). De acordo com dados compilados pela Reuters, o bom humor foi reforçado pela expectativa de alívio nos custos de energia para o setor de tecnologia.
O Nikkei não superava seu pico histórico desde 1989; o salto de hoje elevou a valorização anual do índice japonês para mais de 25%.
Por que Ormuz é decisivo para o preço do Brent e o bolso do consumidor
Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. O bloqueio parcial provocado pelo conflito reduziu a oferta global e empurrou o Brent acima de US$100 em agosto. Caso Washington e Teerã fechem o pacto citado por autoridades regionais, o fluxo de navios-tanque tende a normalizar, aliviando pressões inflacionárias em economias dependentes de importação — como o Japão — e abrindo espaço para bancos centrais manterem ou até cortarem juros nos próximos trimestres.
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Crédito da imagem: Divulgação / Money Times