Reorganização bilionária reforça ambição de dominar o refino no Sudeste Asiático
Petronas – A petroleira estatal da Malásia concluiu recentemente a compra da fatia restante da PRefChem pertencente à Saudi Aramco, passando a comandar 100% da refinaria e do complexo petroquímico em Johor. A mudança consolida o grupo malaio como um dos players mais influentes do mercado de downstream na região e pode mexer com a geopolítica do petróleo na Ásia.
- Em resumo: Petronas vira acionista única da PRefChem após transferência de participação acordada com a Saudi Aramco.
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Segundo comunicado conjunto, a operação foi concluída “em termos mutuamente benéficos”. Fontes de mercado ouvidas pela agência Reuters lembram que o complexo, inaugurado em 2019, consome até 300 mil barris de petróleo por dia e é peça-chave do projeto RAPID, um dos maiores hubs de derivados do mundo.
A PRefChem passará a ser “subsidiária integralmente controlada e operada” pelo grupo Petronas, disseram as companhias no documento oficial divulgado ao mercado.
O que muda para preços de combustíveis e para a balança comercial da Malásia
Com controle total, a Petronas ganha liberdade para acelerar investimentos em combustíveis de baixo teor de enxofre e ampliar a produção de produtos petroquímicos de alto valor agregado, segmentos cuja demanda deve crescer 3% ao ano na Ásia até 2030, de acordo com a Agência Internacional de Energia. O reforço no parque de refino também pode reduzir a dependência de importações, fortalecer a moeda local e elevar a participação da estatal no trade global de GNL – área em que já detém 9% das exportações mundiais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petronas