Petróleo mais barato acende esperança de trégua para ativos brasileiros
Ibovespa – Nesta segunda-feira, 25 de maio, o principal índice da B3 aproveitou o tombo de 7% do Brent para fechar em alta de 0,9%, orbitando os 178 mil pontos e ensaiando recuperação após perdas de 5% no mês.
- Em resumo: queda do petróleo baixou prêmios de juros e fortaleceu ações ligadas à economia doméstica.
Liquidez fraca, mas efeito forte: como o corte no Brent mexeu nos rendimentos
Com Wall Street fechada pelo Memorial Day, o giro na B3 encolheu para R$ 9,96 bilhões, 45% abaixo da média anual. Ainda assim, a correlação entre commodities e inflação global falou alto: contratos DI para jan/27 recuaram a 14,01% ao ano, enquanto o dólar cedeu 0,2%, a R$ 5,02. Segundo dados compilados pela Bloomberg, cada variação de 1% no Brent costuma impactar em até 0,05 ponto percentual a expectativa de inflação de curto prazo no Brasil.
“Amanhã a volta dos estrangeiros deve calibrar o real efeito do câmbio, mas, sem um gatilho fiscal claro, o mercado segue reagindo a sinais externos”, observa Cauê Valim, analista da Avenue.
Selic no radar e histórico recente do índice limitam euforia
Embora o recuo dos juros futuros alivie o custo de capital, o índice ainda está tecnicamente em tendência de baixa. Para o técnico do Itaú BBA, 173.500 pontos funcionam como suporte-chave; apenas uma quebra de 179.500 pontos retiraria o mercado do modo defensivo. Vale lembrar que, desde o início de 2024, o Banco Central cortou a Selic de 13,75% para 10,50%, mas sinalizou ritmo mais lento à frente, o que mantém a rotação setorial imprevisível.
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