Fiscalização eletrônica aperta o cerco e ameaça a renda dos apps
Uber e 99 – A exigência da sigla EAR (Exerce Atividade Remunerada) na CNH voltou ao centro das atenções em 2026, após motoristas serem autuados com multa de R$ 293,47 e sete pontos na carteira por dirigirem sem a anotação. A medida, intensificada por câmeras inteligentes em capitais como São Paulo, coloca em risco a principal fonte de renda de milhares de condutores.
- Em resumo: dirigir sem EAR gera infração gravíssima, multa de R$ 293,47 e 7 pontos, além de risco de suspensão.
Por que a EAR virou indispensável em 2026
A legislação de trânsito sempre exigiu a autorização para atividade remunerada, mas o avanço na malha de fiscalização automatizada elevou a chance de detecção quase a zero para quem tenta rodar “no anonimato”. De acordo com dados do Valor Econômico, apenas na Grande São Paulo o volume de autuações por ausência de EAR dobrou desde o primeiro trimestre.
Em caso de autuação, o motorista perde imediatamente o direito a continuar prestando serviço até regularizar a CNH, acumulando prejuízo diário estimado em R$ 250, segundo associações de motoristas.
Quanto custa regularizar e qual o impacto na pontuação
Para inserir a EAR, o condutor precisa passar por exames médicos e psicológicos que custam entre R$ 220 e R$ 600, a depender do Detran estadual. O gasto, embora salgado, libera um “teto” de 40 pontos na CNH em 12 meses, reduzindo drasticamente o risco de suspensão, benefício crucial para quem depende do volante para o sustento.
No cenário macro, as plataformas de mobilidade vêm crescendo em ritmo acima de 20% ao ano, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Qualquer bloqueio a condutores representa gargalo de oferta e potencial aumento de tarifas dinâmicas para o usuário final.
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Crédito da imagem: Divulgação / Detran