Impasse diplomático derruba petróleo e turbina apetite por ações
Wall Street – Na última quarta-feira (27), os principais índices dos EUA voltaram a fazer história: o Dow Jones terminou em 50.644,28 pontos, o S&P 500 em 7.520,36 e o Nasdaq em 26.674,73, todos em novas máximas de fechamento enquanto investidores monitoram as tratativas entre Washington e Teerã.
- Em resumo: queda do petróleo e recuo nos Treasuries redirecionaram fluxo para ações, com techs ainda ditando o humor.
Techs ainda roubam a cena, mas rotação para blue chips ganha força
A Micron seguiu em rali, enquanto Meta avançou 3,74% após testes de assinatura para o chatbot Meta AI, segundo a Bloomberg. Já o ETF iShares Semiconductor recuou 1%, sinal de realização depois de saltar 6% na véspera.
“Grandes investidores estão deslocando capital de papéis de alto crescimento para companhias estáveis do Dow Jones”, avaliou Elior Manier, da Oanda.
Por que o recuo do petróleo importa para o seu bolso?
O barril WTI desceu ao menor nível desde abril na esteira do possível acordo EUA-Irã sobre o Estreito de Ormuz. Menos tensão geopolítica significa alívio na bomba de gasolina americana e, por tabela, menor pressão inflacionária global – o que reforça a expectativa de cortes de juros pelo Fed ainda este ano. Quanto menores os rendimentos dos Treasuries, maior a atratividade do mercado acionário, sobretudo para setores sensíveis a financiamento como tecnologia, explicam analistas da Charles Schwab.
Historicamente, recordes consecutivos em Wall Street tendem a elevar o apetite por risco em bolsas emergentes, como a brasileira, que acompanha o fluxo internacional de capitais, conforme dados da Reuters.
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Crédito da imagem: Divulgação / Infomoney