Obituário provoca reflexão sobre risco sistêmico e sustentabilidade corporativa
Edgar Morin — referência mundial em pensamento complexo — faleceu na sexta-feira, 29, aos 104 anos. A notícia acende alerta sobre como sua defesa da interdependência entre ambiente, política e economia pode mexer com as métricas de sustentabilidade que hoje pautam o mercado.
- Em resumo: Morin criticava a “ideia louca” de dominar a natureza, ponto central nas práticas de ESG.
Pensamento complexo entra no radar de companhias listadas
Ao apontar que “tudo está ligado a tudo”, o filósofo antecipou os conceitos de riscos climáticos que hoje pressionam balanços corporativos. A lembrança de seu trabalho coincide com o salto de 40% no número de relatórios de sustentabilidade publicados na Europa, segundo dados da Reuters, indicando que o mercado busca modelos além de simples check-lists.
“É a ideia louca do homem senhor da natureza, que ia conquistá-la e dominá-la” — Edgar Morin, 1992.
Por que investidores devem prestar atenção agora
Em meio a taxas de juros altas, gestores procuram ativos resilientes a choques climáticos e geopolíticos. A abordagem de Morin reforça que crises nunca são lineares, algo crucial para análises de cenário, stress tests e alocação de capital. Não por acaso, fundos globais com selo verde captaram US$ 29 bilhões no último trimestre, reforçando a demanda por empresas que entendem a complexidade das cadeias de valor.
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Crédito da imagem: Lisaetwikipedia / Divulgação