Do “Maracanazo” às cifras atuais: a arena virou ativo estratégico para o caixa estadual
Governo do Rio de Janeiro — Construído em 1950 para a Copa do Mundo, o Maracanã mantém seus 78.838 assentos e, graças à reforma bilionária concluída para o Mundial de 2014, converte-se agora em fonte relevante de arrecadação pública, concessões privadas e fomento ao turismo esportivo.
- Em resumo: a arena sustentada por transmissão da Record e ingressos de jogos, shows e tours injeta milhões em impostos e empregos locais.
Concessão disputada e legado da reforma movimentam o mercado
A disputa empresarial pelo controle do estádio — cuja administração provisória pertence a clubes cariocas — segue aquecida. Segundo levantamento da Exame, mais de quatro grupos estudam propostas para um contrato de gestão de 20 anos, com contrapartidas que superam R$ 500 milhões em investimentos adicionais.
Capacidade oficial: 78.838 lugares sentados, padrão FIFA, após a demolição da antiga marquise de concreto em 2014.
Turismo de futebol e megaeventos ampliam receita tributária
Dados da Riotur mostram que cada turista que visita o Maracanã gasta, em média, R$ 650 na cidade, entre hospedagem, alimentação e transporte. Com cerca de 300 mil visitantes no tour guiado anual, o impacto ultrapassa R$ 190 milhões no setor de serviços — valor relevante em um momento de recuperação pós-pandemia.
Além do futebol, o estádio recebe shows de artistas como Madonna e Paul McCartney, que lotam a arena e exigem protocolos de engenharia para proteger o gramado. Esses eventos ajudam o Rio a concorrer com São Paulo pelo ranking das cidades que mais vendem ingressos de entretenimento na América Latina, de acordo com relatório da Reuters.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Rio de Janeiro