Banco eleva tom “hawkish” e desafia consenso de Wall Street
BNP Paribas – O banco francês atualizou sua projeção e agora espera três altas sucessivas na taxa básica americana a partir de dezembro, revertendo cortes feitos no fim do ano passado e reacendendo o debate sobre o custo do dinheiro em 2026.
- Em resumo: payroll acima do previsto leva BNP a prever juros mais altos por mais tempo.
Emprego forte pressiona Fed a recalibrar política
O relatório de maio apontou a criação de 172 mil vagas, bem acima do consenso de 80 mil. Segundo o serviço de dados da Reuters, a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, indicando mercado de trabalho aquecido.
“Esperamos que o Fed reverta os três cortes de precaução de 2025 em reuniões sequenciais, a partir de dezembro”, escreveu o BNP no relatório enviado a clientes.
Por que isso importa para ações, dólar e renda fixa
Se o cenário se confirmar, investidores podem ver o rendimento dos Treasuries renovar máximas e o dólar ganhar força globalmente. Historicamente, cada 25 pontos-base adicionais nos Fed Funds costuma pressionar múltiplos das big techs e encarecer captações corporativas.
O BNP lembra que a inflação roda perto de 4%, o dobro da meta de 2%, enquanto a política fiscal segue expansionista. Desde 2022, o Fed elevou juros em 525 pontos-base antes de pausar — movimento que ajudou a esfriar setores sensíveis como habitação, mas não derrubou o consumo. Agora, com condições financeiras “surpreendentemente acomodatícias”, o banco vê espaço para novo aperto a fim de ancorar expectativas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images