Atrasos em direitos de imagem elevam pressão financeira e jurídica
Botafogo – Em meio a resultados instáveis em campo, o clube encara dois meses de atraso no pagamento de direitos de imagem e confirma pendências no FGTS, cenário que pode custar milhões aos atletas e abrir brecha para rescisões indiretas.
- Em resumo: FGTS em aberto amplia risco de jogadores deixarem o clube sem indenização.
Risco de rescisão ameaça ativos valiosos
De acordo com a legislação trabalhista, atrasos superiores a três meses permitem que o atleta acione a Justiça para romper o vínculo sem multa. Em clubes que dependem de venda de jogadores para gerar caixa, perder um titular a custo zero equivale a queimar patrimônio. Relatório recente da Reuters sobre endividamento de times brasileiros mostra que passivos trabalhistas respondem por até 12% das dívidas totais do setor.
A inadimplência no FGTS pode transformar um patrimônio de mercado de R$ 20 milhões em perda total em poucas semanas, alertam consultores esportivos.
Crise recorrente põe em xeque modelo SAF
Não é a primeira vez que o Botafogo atrasa depósitos em 2026. Em janeiro, o volante Danilo Barbosa cogitou sair após problemas semelhantes. A repetição evidencia fragilidades no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado em 2021 para atrair investimento privado. Com juros básicos ainda em 10,50% e crédito corporativo encarecido, a captação de recursos fica mais difícil e pressiona o fluxo de caixa dos clubes.
Além de perder talentos, o time pode enfrentar barreiras para registrar reforços junto à CBF, pois a entidade pode travar inscrições se comprovar dívidas trabalhistas. Patrocinadores também tendem a renegociar contratos quando a imagem de solvência fica arranhada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Botafogo