Investimento social quer formar poupadores desde o ensino básico
B3 – A operadora da Bolsa brasileira confirmou que aplicará mais de R$ 25 milhões em programas de educação até 2026, num movimento que pretende acelerar a inclusão financeira e, de quebra, ampliar a base de investidores pessoa física nos próximos anos.
- Em resumo: verba cobre 24 projetos que podem alcançar 7 milhões de estudantes e professores já em 2025.
Plataforma gratuita já soma 520 mil usuários
Além de ações em sala de aula, a B3 mantém um hub online com mais de 200 cursos sobre orçamento, juros compostos e diversificação. Segundo levantamento citado pela Reuters, 520 mil pessoas se cadastraram na plataforma somente em 2025, refletindo o avanço da Selic e o interesse crescente por renda fixa.
“Mercados fortes são construídos com pessoas bem-informadas”, reforça Marina Naime, gerente de educação da B3.
Por que o aporte interessa ao seu bolso
O grupo mira um cenário em que a base de CPFs na Bolsa, hoje em 5,2 milhões, pode dobrar até o fim da década se a taxa de juros recuar e a renda variável voltar a atrair pequenos poupadores. A aposta da B3 é que familiaridade gerada nos anos escolares reduza barreiras comportamentais ao investimento, tema que ganhou tração após a Lei 14.181/21 inserir educação financeira na BNCC.
Historicamente, investimentos em letramento financeiro rendem dividendos macroeconômicos: em países da OCDE, cada ponto percentual de aumento no índice de alfabetização financeira eleva em até 0,4 p.p. a taxa de poupança das famílias, efeito que sustenta o mercado de capitais local.
O que você acha? A iniciativa da B3 pode ser o empurrão que faltava para você estrear na Bolsa? Para mais análises sobre oportunidades de investimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3