Setor ainda vale só 4% do sistema financeiro, mas já ameaça gigantes
McKinsey – O ecossistema global de fintechs encerrou 2025 faturando US$ 650 bilhões, avanço de 21% em 12 meses que reforça a pressão competitiva sobre os “bancões” e levanta o debate sobre onde estará o dinheiro do investidor até 2030.
- Em resumo: receita das fintechs cresce 3,5 vezes mais rápido que a dos bancos tradicionais.
LatAm lidera corrida: expansão média de 40% ao ano
Na América Latina, o salto foi impulsionado por crédito digital, segmento que avança 50% anuais desde 2021; dados da Reuters corroboram o apetite de capital por Nubank, Mercado Pago e C6 Bank.
O estudo projeta que o mercado pode triplicar e alcançar US$ 2 trilhões de receita em 2030, respondendo por 9% do sistema financeiro global.
Investimento concentrado: haltere financeiro pressiona empresas médias
O capital de risco migrou para companhias maduras: aportes de private equity e IPOs sobem 22% ao ano desde 2019, enquanto o growth equity desaba de 45% para 25% do volume total. Resultado: grandes fintechs nadam em liquidez, startups iniciais mantêm tração e players de médio porte enfrentam um deserto de funding.
O movimento ocorre em meio a um cenário de juros globais ainda elevados e ao aumento da regulação prudencial. Mesmo assim, 95 das 200 fintechs listadas já operam com lucro ajustado, sinalizando que eficiência operacional virou “matéria obrigatória” após a retração de 2023-24.
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Crédito da imagem: Divulgação / McKinsey