Pressão do agro e dos cartões escancara a diferença de fôlego entre os maiores bancos
Santander – Às vésperas de inaugurar a safra de resultados, o banco espanhol antecipa um 1T26 no qual margens continuam turbinadas pelos juros, mas o custo do crédito volta ao radar de quem tem ações – e de quem depende de financiamento mais barato.
- Em resumo: inadimplência avança de forma seletiva, enquanto a concessão de novos empréstimos perde tração.
Inadimplência sobe, mas o “pior cenário” ficou para trás
Relatórios do JPMorgan sugerem que a piora aparente é menos dramática do que os números de manchete indicam. Ajustados os efeitos contábeis e a exposição ao agronegócio, os NPLs cresceram apenas 40 p.b. no varejo – metade do temido no fim de 2025, segundo dados citados pela Reuters.
“A margem financeira deve ficar estável, mas o custo de crédito ainda sobe de forma moderada”, resume Fernando Bresciani, do Andbank.
Juros altos transformam seletividade em arma competitiva
Com a Selic estacionada em 14,75% – e projeção de 13% até dezembro de 2026 –, o preço do dinheiro continua salgado. Historicamente, cada ponto percentual acima de dois dígitos reduz o ritmo de expansão do crédito em 0,4 p.p., mostra levantamento da FGV. Esse freio favorece carteiras mais qualificadas: Itaú sustenta ROE próximo de 24%, enquanto Bradesco e Santander sacrificam crescimento para conter riscos; o Banco do Brasil, pressionado pelo agro, tende a sofrer mais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central