Diesel mais caro e dividendos turbinados entram no radar de Brasília
Petrobras – Impulsionadas pela escalada do petróleo após o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, as ações preferenciais PETR4 avançaram cerca de 20% em um mês, tocando R$ 47,29 e aproximando-se de R$ 50, enquanto o Brent saltou de US$ 73,25 para US$ 107,94.
- Em resumo: o “choque do petróleo” amplia receita de exportação e promete reforçar dividendos ao Tesouro, mas eleva o custo do diesel nos postos.
Choque do petróleo 3.0 injeta fôlego no caixa da estatal
Segundo análise do banco Goldman Sachs, a crise atual configura o terceiro grande choque de preços em meio século. O movimento favorece a geração de caixa da Petrobras, que já vinha exibindo lucro superior a R$ 110 bilhões em 2024. Dados compilados pela Reuters mostram que cada US$ 10 no Brent adiciona cerca de R$ 14 bilhões às exportações brasileiras.
“Considerando que todos os outros fatores permaneçam inalterados, os preços do petróleo em alta poderiam aumentar exportações, receitas tributárias e dividendos fluindo para o Tesouro”, escrevem os economistas István Kecskeméti e Zoltan Horváth.
Pressão na bomba e risco inflacionário desafiam o governo
Embora o país seja autossuficiente em petróleo bruto, ainda importa parte do diesel. A disparada do combustível já provocou reajustes de quase 20% nos postos, colocando o IPCA e o câmbio (dólar orbitando R$ 5,00) sob pressão. Para conter o impacto, o Planalto zerou PIS/Cofins sobre o diesel e estuda estender subsídios, enquanto a presidente Magda Chambriard promete autossuficiência em até cinco anos.
Transmissão: Record | Band acompanharam ao vivo os anúncios de produção recorde e a possibilidade de novo plano de negócios para atingir a meta.
O que você acha? A disparada do Brent será suficiente para acelerar a transição energética da Petrobras ou prolongará a dependência de fósseis? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Fernando Frazão / Agência Brasil