Venda da CBA injetará mais R$ 4,7 bi e amplia poder de fogo do grupo
Votorantim – Depois de fechar 2025 sem dívidas e com caixa histórico de R$ 7,7 bilhões, o conglomerado da família Ermírio de Moraes caminha para receber outros R$ 4,7 bilhões quando a alienação da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) a Chinalco e Rio Tinto for concluída, reforçando uma reserva de capital sem precedentes.
- Em resumo: caixa líquido já recorde ganhará reforço de 61%, liberando recursos para novas aquisições em setores regulados e saúde.
Cheques bilionários na mesa
Nos últimos quatro anos, o grupo adicionou Motiva, Auren, Altre, Hypera e 23S Capital ao portfólio, enquanto se desfez de ativos ligados a ciclos de commodities mais voláteis. O movimento elevou o investimento consolidado a mais de R$ 50 bilhões. A ambição, segundo entrevista do CEO João Schmidt ao InvestNews, é manter o ritmo – agora, municiado por um caixa que pode ultrapassar R$ 12 bilhões.
A geração operacional continua robusta: em 2025 a holding somou receita líquida de R$ 47,6 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 11,5 bilhões, números em linha com estimativas do mercado compiladas pela Reuters.
“O caixa está disponível para investimentos, de fato, para seguirmos na jornada de transformação do portfólio”, destacou João Schmidt.
Impacto macro e oportunidades para investidores
O apetite por infraestrutura regulada converge com o ciclo de quedas da Selic e os editais federais voltados a concessões rodoviárias e geração renovável. Investidores institucionais têm buscado ativos defensivos com retorno real acima do CDI, e a Votorantim se posiciona para suprir essa demanda, especialmente se optar por aumentar participação na Motiva ou ampliar a fatia de 11% na Hypera.
No plano macroeconômico, a saída de produtos primários como alumínio do portfólio reduz a exposição a flutuações internacionais de preço, enquanto a entrada em saúde capta tendências de envelhecimento populacional e expansão de consumo farmacêutico. Analistas veem a combinação de alavancagem zero, caixa reforçado e governança profissionalizada como diferencial num momento em que o crédito corporativo doméstico ainda se normaliza.
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Crédito da imagem: Divulgação / Votorantim