Empresas surpreendem com proventos turbinados apesar da nova tributação
Moura Dubeux – A construtora nordestina iniciou 2026 distribuindo R$ 4,16 por ação, o que elevou seu dividend yield a expressivos 17,87% logo no primeiro trimestre, contrariando o receio de que a reforma tributária esfriaria as remunerações aos acionistas.
- Em resumo: Seis companhias pagaram de 7% a 17,8% em dividendos só entre janeiro e março.
Quem paga mais — e por quê
No rastro de Moura Dubeux, aparecem PetzCobasi (16,38%), Petrorecôncavo (9,05%), Armac (9,03%), BB Seguridade (7,17%) e Copel. Segundo levantamento da Elos Ayta, a combinação de caixa robusto, antecipação de proventos antes da mudança fiscal e geração operacional firme explica o salto nos rendimentos. A petroleira, por exemplo, surfou a escalada do Brent acima dos US$ 80, reforçando margens, como mostrou reportagem da Reuters sobre o mercado de óleo.
Projeção da consultoria indica potencial de dividend yield entre 6,5% e 12% para BB Seguridade nos próximos 12 meses, mesmo com expectativa de lucro estável.
Juros menores podem sustentar o fluxo de caixa
Com a Selic em trajetória de queda — atualmente em 9,25% ao ano — o custo de capital tende a aliviar, favorecendo setores intensivos em crédito como construção e varejo pet. Ao mesmo tempo, preços de petróleo em patamar elevado prolongam o bom momento de Petrorecôncavo e podem impulsionar Petrobras, citada pelos analistas como candidata a pagar até 13% de yield no ano.
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