CEO Jamie Dimon prevê cenário “anos 70” se barril voltar a explodir
JPMorgan Chase – Em carta anual divulgada recentemente, Jamie Dimon advertiu que um eventual alastramento da guerra envolvendo o Irã pode reacender a inflação global, empurrar os bancos centrais a manter juros mais altos por mais tempo e derrubar o preço dos ativos.
- Em resumo: conflito no Oriente Médio pode disparar o petróleo, prolongar a inflação e forçar novas altas de juros.
Petróleo caro volta a rondar Fed e bolso do consumidor
A lembrança de Dimon ecoa os dados da Reuters sobre as crises do petróleo nas décadas de 1970 e 1980, quando choques na oferta empurraram a inflação dos EUA perto de 14% e detonaram recessões profundas. Hoje, embora os EUA sejam exportadores líquidos de energia, o executivo avalia que um corte significativo de produção iraniana ou ataques a rotas de transporte podem levar o barril a patamares que reavivem o fantasma inflacionário.
“O elefante na sala — e isso pode acontecer em 2026 — seria a inflação subindo gradualmente”, escreveu Dimon.
Risco sistêmico: do crédito privado à B3
Além do petróleo, o CEO citou falhas de transparência no crédito privado e no private equity. Caso o custo do dinheiro permaneça elevado, empresas alavancadas podem enfrentar refinanciamentos mais caros, pressionando margens e, por consequência, a renda variável. No Brasil, onde o carry trade voltou a atrair capital externo, um choque inflacionário global poderia frear a queda da Selic e esfriar o rali de ações e títulos públicos, segundo analistas do Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / JPMorgan Chase