Ficção saborosa vira arma de engajamento e coloca IA no centro da disputa por atenção
Burger King – De posts estáticos a mininovelas completas, a rede acelerou o uso de inteligência artificial nas últimas semanas para transformar alface, tomate e cebola em protagonistas irreverentes, ampliando a competição por cliques e vendas em um momento de corte de verbas de mídia tradicional.
- Em resumo: marcas adotam “dramas de frutas” gerados por IA para capturar mais de 35 milhões de visualizações e converter buzz em receita.
Dos 35 mi de views no TikTok ao caixa das empresas
No TikTok, o reality “Fruit Love Island” ultrapassou 35 milhões de visualizações já no episódio de estreia, sinalizando uma mudança na curva de ROI de conteúdo orgânico. A lógica é simples: baixo custo de produção, alto potencial viral e, sobretudo, conversão quase instantânea em tráfego para apps e cupons.
Primeiro episódio de “Fruit Love Island”, postado em 14 de março, soma mais de 35 milhões de views e impulsiona perfis que chegam a ganhar 500 mil seguidores em menos de uma semana.
Por que a febre interessa ao mercado publicitário
Enquanto o CENP estima retração de 3% na compra de mídia tradicional em 2024, as peças de IA oferecem alternativa barata para dialogar com a Geração Z, faixa etária que passa 52% do tempo online em vídeos curtos. Ao inserir Abacatudo e Bananildo em roteiros de traição ou vingança, Burger King, iFood e SBT replicam a fórmula de telenovela que historicamente impulsionou venda de produtos — agora em tela vertical e ritmo acelerado.
O que você acha? As “novelas de frutas” vieram para ficar ou são só mais uma moda passageira do algoritmo? Para acompanhar outras estratégias que mexem com o mercado de publicidade, confira nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Reprodução / Meio & Mensagem