Movimento estratégico busca acelerar receita digital e atrair anunciantes de luxo
Vogue Brasil oficializou, recentemente, Maria Laura Neves como diretora de conteúdo, cargo que ela ocupava interinamente desde a saída de Paula Merlo. A nomeação, divulgada em transmissão da Globo, reforça a aposta da editora em estreitar laços com marcas premium e ampliar a audiência multiplataforma.
- Em resumo: mudança no topo editorial sinaliza ajuste de rota para monetizar publicidade digital e branded content.
Do hard news aos holofotes da moda
Com passagem inicial pela Editora Globo em 2004, Neves se destacou em reportagens investigativas que lhe renderam prêmios Vladimir Herzog e Lorenzo Natali. A bagagem jornalística, aliada ao mestrado em Sustentabilidade, indica que a nova líder pretende trazer olhar crítico às pautas de ESG, tema que, segundo a Exame, tem elevado o ticket médio das campanhas de luxo no Brasil.
“Conteúdo qualificado gera até 30% mais engajamento e aumenta em 18% o ROI das marcas de moda”, estima a consultoria McKinsey em relatório de 2023.
Impacto para anunciantes e para o mercado editorial
A troca ocorre em momento em que a publicidade impressa encolhe 4,5% ao ano, enquanto o investimento em influenciadores cresce dois dígitos, de acordo com o IAB. Com Neves no comando, a revista deve acelerar iniciativas de vídeo, podcasts e eventos presenciais — formatos que já representam 35% da receita global da Condé Nast. Para investidores do setor de mídia, o movimento reforça a tendência de diversificação de portfólio diante do avanço da inteligência artificial generativa, que pressiona redações a produzir conteúdo de alto valor agregado.
O que você acha? A chegada de Maria Laura Neves pode reposicionar a Vogue Brasil no disputado mercado de conteúdo de luxo? Para mais análises de negócios, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Vogue Brasil