Novo pacote bilionário tenta blindar o bolso do consumidor e a popularidade do Planalto
Governo Lula – Sob pressão da escalada do petróleo após o conflito no Irã, Brasília lançou, na última segunda-feira (6/4), um combo de subsídios e cortes de impostos que promete aliviar, já nos próximos dois meses, o custo do diesel, do GLP e do querosene de aviação.
- Em resumo: diesel importado terá ajuda de até R$ 1,52 por litro, bancado por União e estados.
Alívio imediato nas bombas e nos fogões
A nova subvenção adiciona R$ 0,80/L ao diesel nacional e R$ 1,20/L ao importado, somando-se aos R$ 0,32/L vigentes desde março. Segundo o Ministério da Fazenda, 25 estados já aderiram ao cofinanciamento. O pacote inclui ainda bônus de R$ 850 por tonelada de GLP importado e a isenção de PIS/Cofins sobre QAV e biodiesel. Detalhes similares constam em relatório da Reuters, que destaca o impacto eleitoral da medida.
“Em conjunto, as ações reduzem os efeitos internos do choque de preços causado pela guerra e fortalecem a segurança do abastecimento”, afirmou o Palácio do Planalto em comunicado oficial.
Risco fiscal e reflexo na curva de juros
O desembolso calculado chega a R$ 19,3 bilhões se as ajudas forem prorrogadas por quatro meses. Analistas lembram que cada R$ 10 bilhões extras fora do teto pode adicionar até 0,15 ponto percentual à curva longa de juros, pressionando o custo da dívida pública. Ainda assim, o governo aposta que o alívio no frete conterá repasses secundários ao IPCA, hoje em 3,95% em 12 meses, pouco abaixo da meta de 4,5% do Banco Central. Se o diesel acelerar, transportes e alimentos podem responder por até 40% da próxima leitura inflacionária, segundo cálculos da FGV.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil