Crédito indexado vira escudo contra inflação persistente nos fundos
BTG Pactual – Em relatórios divulgados recentemente, o banco e outras casas de análise reforçam que a receita para driblar a inflação em abril de 2026 é concentrar a carteira de fundos imobiliários (FIIs) em papéis de crédito atrelados ao IPCA, capazes de entregar dividendos médios de 11% ao ano, mesmo após o IFIX recuar 1,06% em março.
- Em resumo: fundos de recebíveis oferecem até IPCA + 10% ao ano, blindando o investidor do avanço de preços.
Por que o IPCA+10% virou o “novo piso” das recomendações
Ao escolher nomes como KNCR11, MCCI11 e VGIP11, as casas ancoram suas projeções na remuneração real elevada e na liquidez desses títulos. Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, a inflação brasileira mostra resistência, o que mantém o prêmio de risco alto e favorece ativos corrigidos pelo índice oficial de preços.
“Com a curva de juros abrindo e a Selic ainda em processo lento de queda, buscamos FIIs que paguem pelo menos IPCA + 10% para preservar poder de compra”, destaca relatório do BTG.
Tijolo descontado: oportunidade ou armadilha?
Embora o crédito lidere alocações (52% na carteira do BTG), segmentos de lajes, logística e shoppings – negociados abaixo do valor patrimonial – voltam ao radar. A Empiricus incluiu VILG11 para capturar potencial de valorização caso o Banco Central acelere o ciclo de cortes na Selic, atualmente em 10,75% ao ano, de acordo com dados do BCB. Historicamente, cada ponto percentual de queda nos juros comprime o cap rate e impulsiona o preço das cotas desses fundos.
O que você acha? A renda garantida dos recebíveis vale mais do que o ganho de capital potencial nos tijolos? Para mais análises e carteiras completas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3