Trégua repentina abre caminho para rotação de setores na Bolsa
Petrobras – O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã, divulgado em 7/5 após o fechamento do mercado, desencadeia uma correção imediata no preço do petróleo e provoca realocação de capital na B3, segundo analistas.
- Em resumo: Brent recua 16,30% às 9h40 e especialistas sugerem “colocar lucro no bolso” das petroleiras.
Queda de até 17% no WTI acende sinal de realização
A forte valorização das últimas quatro semanas virou alvo de venda. Dados compilados pela Reuters mostram o WTI em baixa de 17,31% no mesmo horário, corroendo parte do prêmio de risco geopolítico.
“É hora de girar posição: a realização virá das petroleiras para financiar compras em construção e varejo”, resume Artur Horta, da The Link Investimentos.
Entre os papéis com maior potencial de ajuste imediato estão PETR4, PRIO3, RECV3 e BRAV3, todos com ganhos acumulados de dois dígitos desde o início de abril.
Subsídios e impostos moldam a tese de médio prazo
Além do choque externo, o pacote do governo brasileiro — que inclui subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel a refinarias e imposto de 12% sobre exportação de petróleo cru — altera a rentabilidade do setor. A XP calcula que o incentivo pode adicionar cerca de US$ 5 bi ao resultado anual da estatal, compensando parte da queda da commodity.
O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) contesta a nova taxação e alerta para possíveis R$ 50 bi extras de arrecadação em cenário de Brent a US$ 90, o que, segundo a entidade, ameaça competitividade e US$ 183 bi em investimentos previstos até 2031.
No plano internacional, a persistência da influência iraniana no Estreito de Ormuz mantém um piso estimado de US$ 70–100 por barril, afastando o petróleo dos US$ 60 projetados no início do ano e preservando volatilidade nos lucros das petroleiras.
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Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras