Suspensão de empréstimos derruba a fintech e acende alerta no mercado
Agibank – A recente paralisação de novos créditos consignados pelo INSS transformou a breve recuperação da fintech em novo tombo na Bolsa de Nova York: as ações desabaram 10,35%, fechando a US$ 7,10 e ampliando a perda acumulada desde o IPO para 33,95%.
- Em resumo: bloqueio no consignado cortou o principal canal de receita e esfriou a tese de crescimento rápido.
Consignado travado: o estopim da sangria
Relatórios de BTG Pactual e Itaú BBA atribuem a queda à auditoria que detectou contratos pós-óbito e taxas fora do teto, levando o INSS a suspender temporariamente novas concessões. Segundo a Reuters, o órgão só liberou o canal em 12/1/2026, depois de acordo com o governo.
BTG e Citi mantêm preço-alvo de até US$ 18, enxergando potencial de alta superior a 150% sobre a cotação atual.
Risco global agrava fuga e rivais sobem
Com a tensão geopolítica no Oriente Médio encarecendo o prêmio de risco, investidores estrangeiros evitam papéis de baixa liquidez. Enquanto o S&P 500 recuou 0,11% na mesma sessão, fintechs brasileiras como Nubank (+0,40%) e XP (+0,43%) fecharam no azul, evidenciando a pressão específica sobre o Agibank.
Analistas lembram que, historicamente, bancos digitais expostos ao consignado sofrem mais em ciclos de aperto fiscal. Em 2020, por exemplo, a redução do teto de juros do produto derrubou o volume de crédito do setor em 25% naquele ano, segundo dados do Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agibank