Azulejos que mudam de cor e engenharia sem igual atraem visitantes e divisas a Isfahan
UNESCO – Reconhecida como Patrimônio Mundial, a Mesquita do Sheikh Lotfollah, concluída em 1619, tornou-se o cartão-postal que sustenta boa parte da economia turística de Isfahan e reforça o soft power cultural do Irã.
- Em resumo: cúpula de camada única sem contrafortes e azulejos “Haft Rang” que viram rosa ao pôr do sol.
Como a precisão safávida eliminou suportes externos
A genialidade do arquiteto Mohammadreza Isfahani está na distribuição de peso por “trompas de ângulo”, solução que dispensou contrafortes e manteve a estrutura estável mesmo em área sísmica, segundo dados técnicos citados pela Reuters.
Estudos da Organização do Patrimônio Cultural do Irã indicam paredes de até 1,7 m de espessura para suportar o domo único da mesquita.
Do pavão de luz ao retorno financeiro para o Irã
Além do efeito ótico que projeta um “pavão” no teto, o monumento recebe, em média, 1,2 milhão de turistas por ano, gerando receita estimada em US$ 85 milhões para a província de Isfahan. Para um país que busca fontes não petrolíferas de divisas, o patrimônio cultural tornou-se ativo estratégico: o Banco Central iraniano calcula que cada 1% de alta no fluxo turístico injeta 0,3% de crescimento adicional no PIB regional.
O que você acha? A preservação de joias históricas deve ganhar incentivos fiscais para acelerar o turismo no Irã? Para mais análises sobre economia e patrimônio, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / depositphotos.com