Alívio nos rendimentos reforça aposta de corte na Selic já em maio
B3 – A curva de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou esta sexta-feira (24) em baixa generalizada, em meio à perspectiva de diálogo diplomático entre Estados Unidos e Irã, petróleo Brent abaixo de US$ 100 e precificação quase consensual de novo afrouxamento monetário no Brasil.
- Em resumo: contrato DI jan/36 recuou 12 pontos-base, a 13,540%.
Petróleo barato e trégua diplomática reduzem prêmio de risco
O Brent abaixo de três dígitos e a expectativa de negociações entre Washington e Teerã suavizaram a percepção de risco global, levando investidores a migrar para títulos de renda fixa e a pressionar as taxas futuras.
A taxa do DI para janeiro de 2029 cedeu a 13,470%, contra 13,575% do fechamento anterior – queda de 10 pontos-base.
O que o movimento sinaliza para investidores e para a Selic
A aposta majoritária (84%) aponta para corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50% ao ano, segundo opções de Copom da própria B3. Caso se confirme, será a terceira redução consecutiva, algo não visto desde 2020, quando o Banco Central conduziu a taxa básica ao piso de 2,00%. O alívio atual também conversa com a queda dos yields dos Treasuries – o título de dez anos saiu de 4,323% para 4,306% –, sinalizando menor aversão ao risco externo.
Historicamente, reduções na Selic tendem a baratear o crédito e estimular setores sensíveis a juros, como construção civil e varejo. Porém, analistas lembram que o patamar ainda elevado — 14,50% projetados — mantém o custo de captação caro para empresas endividadas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central