Guidance acima de US$ 14 bi reacende corrida por chips de IA
Intel – A fabricante de semicondutores surpreendeu o mercado ao projetar receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões para o trimestre de junho, muito além do consenso de Wall Street. O otimismo disparou a ação 24%, para US$ 82,57, o maior patamar desde agosto de 2000, e fez a valorização acumulada no ano atingir 124%.
- Em resumo: maior alta diária desde 1987 impulsiona setor de chips e quadruplica ganho da fatia de US$ 8,9 bi do governo norte-americano.
Projeção surpreende Wall Street e gera ganho de US$ 27 bi ao Tesouro
O guidance divulgado na noite de quinta-feira abalou as estimativas médias de analistas, segundo dados compilados pela Bloomberg. A forte demanda por processadores Xeon – peça-chave em data centers de inteligência artificial – sustenta a virada operacional comandada pelo CEO Lip-Bu Tan.
“A receita ficará entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões”, detalhou o comunicado da companhia, indicando retomada mais veloz que a prevista.
IA puxa cadeia de semicondutores e altera dinâmica competitiva
A corrida global por infraestrutura de IA coloca CPUs de uso geral novamente no centro das atenções, após anos dominados por GPUs. Em paralelo, o aperto monetário do Federal Reserve não tem arrefecido o fluxo de capital para o setor: somente em 2026, fundos de tecnologia captaram mais de US$ 40 bilhões para projetos ligados a aprendizado de máquina, segundo a consultoria Gartner.
Para o investidor, o efeito dominó já se faz sentir: Advanced Micro Devices subiu 14% e Arm Holdings, 15%, acompanhando o rali da Intel. Além de reforçar margens, a companhia prepara emissão de dívida para recomprar parte de sua fábrica na Irlanda, sinal que costuma preceder aumentos de capacidade e, por consequência, de participação de mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters