Banco vê geração de caixa recorde e reforça aposta na petroleira brasileira
JP Morgan — Em novo relatório divulgado recentemente, o banco elevou o preço-alvo da Prio (PRIO3) de R$ 55 para R$ 73, mantendo recomendação de compra e projetando valorização de 16,6%, o que já impulsionou o papel à segunda maior alta do Ibovespa na sessão das 15h26.
- Em resumo: preço-alvo sobe 32%, ação toca R$ 64,90 e produção pode bater 200 mil barris/dia até dezembro.
Preço-alvo turbinado consolida Prio como favorita do setor
A equipe de commodities do banco ressalta que a companhia combina “robusta geração de caixa, crescimento consistente e eficiência operacional”, atributos que a mantêm como top pick entre as independentes brasileiras. Ao projetar dois poços de Wahoo entregando 10 mil barris/dia cada a partir de 2026, o JP Morgan estima que o fluxo de caixa livre continuará forte mesmo em cenário volátil para o barril de Brent, segundo dados compilados pela Reuters.
“Em um setor marcado por renovada volatilidade, acreditamos que a Prio oferece o melhor perfil de risco-retorno, sustentado por forte crescimento e geração de caixa”, afirma o relatório do banco.
Conflito no Oriente Médio eleva projeções do petróleo e favorece a empresa
O banco revisou suas estimativas para o preço do petróleo de US$ 62 para US$ 85 ao fim de 2026, refletindo a demora na normalização dos fluxos no Estreito de Ormuz e a persistência das tensões entre Estados Unidos e Irã. Esse pano de fundo, somado ao fato de a Prio não ter hedge sobre a commodity, maximiza o ganho direto de cada dólar adicional no barril. Analistas lembram que, em 2023, a petroleira destinou 77% do Ebitda a investimentos que ampliam produção, estratégia que tende a acelerar o retorno aos acionistas em forma de recompras ou dividendos extraordinários caso o Brent permaneça acima de US$ 80.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prio