Do Ciclo do Ouro ao turismo que injeta milhões na economia mineira
UNESCO – Reconhecida em 05/09/1980 como Patrimônio Cultural Mundial, a antiga capital mineira transformou seu legado barroco em ativo econômico: hoje, cada altar folheado a ouro atrai turistas, investidores e políticas públicas voltadas ao turismo histórico.
- Em resumo: a Matriz de Nossa Senhora do Pilar concentra 400 kg de ouro em talhas, símbolo de um acervo que sustenta o fluxo de visitantes e receita local.
400 kg de ouro que ainda brilham no caixa do turismo
Segundo levantamento do Ministério do Turismo compilado pela Reuters, Minas Gerais figura entre os destinos que mais cresceram em demanda por turismo cultural no pós-pandemia. Ouro Preto lidera esse movimento graças às 12 igrejas barrocas e ao casco urbano preservado em 90%.
De vila rica em 1711 a Patrimônio Mundial em 1980, o município converteu seu estoque de ouro físico em “ouro turístico”, gerando empregos diretos na hotelaria, gastronomia e guias credenciados.
Por que o selo da UNESCO segue atraindo capital e obras de restauração
O título internacional funciona como gatilho para linhas de crédito do BNDES e editais do IPHAN, que cobrem desde restaurações até capacitação de mão de obra local. Esse ciclo de confiança reforça o conceito de patrimônio como ativo: prédios bem conservados aumentam a permanência média dos visitantes e estimulam novos negócios de economia criativa — de cafés temáticos a joalherias que replicam técnicas do século XVIII.
O que você acha? Selos históricos como o de Ouro Preto merecem mais incentivos fiscais para potencializar empregos no interior? Para outras análises sobre economia e patrimônio, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Ouro Preto