Selic cai, mas renda fixa bancária dispara e desafia Tesouro Direto
XP – Na quinta-feira (30), a plataforma revelou CDBs prefixados que pagam até 14,500% ao ano, LCAs com 11,700% e papéis atrelados à inflação chegando a IPCA + 8,400%, mesmo após o tão esperado corte de 0,25 p.p. na Selic.
- Em resumo: Taxas de dois dígitos persistem e engordam o retorno real dos investidores.
CDB passa de 14%: quem ganha com o prêmio extra
O rendimento mais alto parte de um CDB prefixado com prazo superior a 12 meses, superando com folga o CDI. Para se ter ideia do descolamento, a rentabilidade bate o dobro da projeção de inflação para 2026, hoje ao redor de 5%, segundo dados compilados pela Reuters. Na prática, quem trava a taxa agora garante ganho real robusto, algo raro em períodos de juros cadentes.
CDBs prefixados chegam a 14,500% a.a., LCAs pagam até 11,700% e títulos IPCA + 8,400% para 1 ano, de acordo com a lista divulgada pela XP em 30/04/2026.
Curva de juros reprecificada: pressão externa e cautela do Copom
Mesmo com o alívio de 25 pontos-base na Selic, a curva futura subiu após a decisão. A combinação de petróleo Brent perto de US$120, manutenção dos juros pelo Federal Reserve e riscos geopolíticos elevou o prêmio exigido pelos investidores. O movimento reflete o receio de que o Banco Central tenha espaço limitado para seguir cortando agressivamente se as expectativas de inflação continuarem azedas.
Historicamente, períodos em que a Selic inicia ciclo de baixa costumam reduzir o ganho dos pós-fixados. Desta vez, contudo, a oferta de bancos médios e cooperativas cria oportunidade para quem busca travar taxas acima de dois dígitos, principalmente em produtos isentos de IR como LCI e LCA. Se o Copom mantiver o ritmo suave de quedas, esses papéis podem continuar remunerando acima da média do mercado.
O que você acha? Vai aproveitar o prêmio de 14,5% ou prefere esperar novos cortes na Selic? Para mais análises de renda fixa e estratégias de investimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / José Cruz/Agência Brasil