Tarifas podem disparar e mercado busca rota de fuga para passageiros
Spirit Airlines — A companhia aérea de baixo custo não resistiu ao salto de mais de 100% no preço do combustível de aviação e inicia, às 4h de sábado (2), um desligamento ordenado que ameaça 20 mil postos de trabalho nos Estados Unidos.
- Em resumo: Primeira grande aérea americana em duas décadas a fechar deixa concorrentes correndo para realocar clientes.
Credores rejeitam oferta de US$ 500 mi e selam destino da companhia
Após uma rodada de negociações que se estendeu pela noite de sexta, o conselho descartou a proposta de resgate de US$ 500 milhões articulada pela Casa Branca. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, nem metade dos credores aceitou trocar dívida por 90% de participação acionária.
“O governo fez um esforço extraordinário para tentar salvar a Spirit, mas não se pode dar vida a um cadáver”, disse um credor envolvido na tratativa.
Guerra no Oriente Médio pressiona querosene e expõe fragilidade das low-costs
O conflito com o Irã encareceu o galão de combustível de US$ 2,24 para US$ 4,51 em apenas dois meses. Em empresas com margens apertadas, cada centavo no querosene costuma consumir até 30% do lucro operacional. Historicamente, low-costs dependem de tarifas atraentes para encher assentos; sem hedge eficiente, o modelo se torna insustentável.
Analistas lembram que, depois dos ataques de 2001, o mercado levou quatro anos para recuperar a oferta total de assentos nos EUA. Agora, United, American, Frontier e JetBlue já preparam voos extras para reduzir o impacto sobre a malha doméstica, mas admitem que o preço médio do bilhete deve subir no curto prazo.
O que você acha? A saída da Spirit abrirá espaço para maiores aumentos nas passagens ou estimulará nova onda de descontos? Para mais análises sobre o setor aéreo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Charles Krupa / AP