Queda acende alerta sobre capacidade de crédito do banco digital
Agibank – Na última segunda-feira (6/4), as ações do banco digital encerraram a sessão a US$ 6,90, acumulando desvalorização de 35,81% desde a abertura de capital na Nyse em fevereiro. O gatilho para o tombo foi a suspensão temporária de novos empréstimos consignados do INSS, fragilizando a confiança dos investidores no principal motor de crescimento da fintech.
- Em resumo: papel já perdeu mais de um terço do valor em menos de dois meses.
Suspensão do consignado trava motor de receita
Relatórios de BTG Pactual e Itaú BBA destacam que o consignado do INSS concentrava a maior parte da originação de crédito do Agibank. A pausa, portanto, cria um vácuo de receitas justo quando a fintech ainda digere o aumento da inadimplência divulgado no 4T25. De acordo com reportagem da Reuters, o risco regulatório em benefícios sociais tem se tornado o principal ponto de atenção para bancos digitais que dependem do segmento.
“A incerteza regulatória sobre consignados ameaça o guidance de expansão para 2026”, escreveram analistas do BTG Pactual em nota distribuída ao mercado.
Rivais avançam e cenário macro pressiona margens
Enquanto o Agibank afundava, concorrentes listados nos EUA caminharam em direção oposta: PicPay subiu 3,54%; PagBank, 2,80%; e StoneCo, 2,36%. O movimento ocorre num ambiente em que a inadimplência permanece elevada no Brasil, mesmo após a desaceleração da inflação e a manutenção da Selic em níveis ainda restritivos, segundo o Banco Central. Com funding mais diversificado, essas fintechs conseguem diluir o choque de crédito que hoje pesa sobre o Agibank.
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