Inflação oficial fica para trás e retorno imobiliário perde para renda fixa
FipeZap – O índice mostra que, em 12 meses até março, o aluguel residencial avançou 8,63%, ritmo que mais que dobra o IPCA de 4,14% e pressiona o orçamento familiar em todo o país.
- Em resumo: Cuiabá, Teresina e Aracaju registram saltos superiores a 16% no valor pedido pelo metro quadrado.
Capitais fora do eixo Sul-Sudeste puxam a escalada de preços
O movimento de valorização não ficou concentrado nos grandes centros tradicionais. Conforme dados consolidados, Cuiabá (+16,67%), Teresina (+16,51%) e Aracaju (+16,48%) encabeçam o ranking, superando inclusive Niterói (+19,17%) no acumulado. Esse avanço confirma a migração da demanda para cidades de médio porte, fenômeno já observado em levantamentos da Valor Econômico após a pandemia.
Valor médio nacional do aluguel: R$ 52,34/m² em março de 2026 – alta de 0,84% no mês.
Rentabilidade do imóvel perde brilho diante da Selic e da renda fixa
Mesmo com a correção dos preços, o retorno do aluguel ficou em 6,05% ao ano, abaixo da remuneração de títulos públicos atrelados ao CDI ou à inflação, segundo projeções do mercado captadas no Boletim Focus do Banco Central. Para o investidor, o spread entre renda imobiliária e renda financeira permanece negativo, cenário que tende a persistir caso a taxa básica de juros permaneça em patamar elevado durante 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / FipeZap