Entenda por que o crédito rotativo virou o “pior empréstimo” do mercado
Banco Central do Brasil – Dados divulgados recentemente mostram que o juro médio do crédito rotativo saltou para 436% ao ano, pressionando o orçamento de mais de 40 milhões de brasileiros e reacendendo o alerta sobre endividamento em massa.
- Em resumo: quem não quita a fatura integral pode ver uma dívida crescer cinco vezes em 12 meses.
Por que os bancos cobram tanto? Risco e lucro explicam
Como o rotativo é um crédito sem garantia, as instituições elevam as taxas para compensar a inadimplência. Segundo a Reuters, o segmento de cartões já concentra o maior spread do sistema financeiro brasileiro.
Com 436% ao ano, cada R$ 1.000 rolados no rotativo podem superar R$ 5.000 em apenas doze meses, caso nada seja amortizado.
Consequências macroeconômicas e caminhos de fuga
O endividamento via cartão acontece justamente quando a Selic ainda está em patamar elevado, reduzindo espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo e limitando o consumo das famílias. Em 2017, o BC criou a “regra dos 30 dias” para forçar o banco a oferecer parcelamento mais barato — alternativa que muitos usuários ignoram.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil