Débito automático esconde cobranças e põe microempresas em alerta
MEI – Microempreendedores de várias regiões relataram recentemente a aparição de boletos de R$ 495 no extrato bancário via DDA, sem contratação prévia, criando risco imediato de desembolso indevido para quem já lida com margens apertadas.
- Em resumo: mais de 19 mil queixas foram registradas em 2025 contra boletos que imitam contas reais e confundem o pagador.
DDA vira porta de entrada para boletos abusivos
O Débito Direto Autorizado concentra todas as cobranças ligadas ao CNPJ e, por isso, qualquer empresa pode registrar ali um título. Segundo dados do Banco Central publicados pelo Valor Econômico, apenas 37 % dos usuários checam a origem antes de quitar um boleto.
Em 2025, o número de reclamações saltou para 19 mil, indicando padrão recorrente de cobrança não solicitada de R$ 495 a MEIs de todo o país.
Pressão política e impacto no fluxo de caixa
O volume de denúncias chegou ao Congresso e já existe um projeto de lei para proibir o envio de boletos sem anuência prévia. O debate ganhou tração porque os 15,8 milhões de microempreendedores respondem por 30 % do PIB de serviços, segundo o Sebrae, e qualquer perda de caixa repercute em emprego e arrecadação.
Além do prejuízo imediato, especialistas alertam que o pagamento equivocado afeta o capital de giro e pode comprometer parcelas de empréstimos do Pronampe, cujos juros subiram para 6 % ao ano após a alta da Selic. Em caso de boleto suspeito, a orientação é:
- Confirmar se existe relação comercial com a empresa emissora.
- Pesquisar CNPJ no site da Receita Federal e em cadastros de reclamação.
- Registrar queixa no Procon ou na plataforma consumidor.gov.br.
- Solicitar estorno se o valor já tiver sido debitado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal