Documento mal preenchido virou “pente-fino” digital que ameaça o bolso do segurado
INSS – A digitalização acelerada do Atestmed, implantada no início de 2026, está travando o acesso ao benefício por incapacidade temporária: bastam falhas mínimas no atestado para o pedido ser bloqueado automaticamente, deixando trabalhadores sem renda em pleno tratamento.
- Em resumo: imagens borradas, carimbo ilegível ou falta de CID são as principais causas de recusa instantânea.
Erros de atestado disparam rejeições
A simples ausência do tempo de repouso ou de uma assinatura clara já aciona o algoritmo de conferência. De acordo com levantamento do G1 Economia, as negativas cresceram 28% desde que o sistema remoto se tornou obrigatório para casos de até 180 dias.
“Falhas aparentemente banais representam 7 em cada 10 indeferimentos no Atestmed”, alertam peritos ouvidos pela Previdência.
Pressão fiscal incentiva rastreio mais rígido
A rigidez não é apenas tecnológica. O déficit previdenciário, que ultrapassou R$ 270 bilhões em 2025, força o governo a apertar a fiscalização para conter desembolsos. Especialistas lembram que, em 2019, operação semelhante gerou economia de R$ 5,4 bilhões aos cofres públicos — tendência que deve se repetir com o uso de inteligência artificial para cruzar dados de CNIS, SUS e Receita Federal.
O que você acha? O novo pente-fino digital vai realmente reduzir fraudes ou penalizar quem mais precisa? Para mais dicas sobre benefícios e direitos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS