Especialistas alertam para efeito cascata em combustíveis e inflação
HFI Research – A consultoria classificou o Estreito de Ormuz como um “ponto de ruptura” após o recente bloqueio, sinalizando que, mesmo com a normalização da passagem, os preços internacionais do petróleo tendem a permanecer em patamar elevado, pressionando cadeias produtivas do transporte à indústria petroquímica.
- Em resumo: Ormuz escoa cerca de 20% do petróleo global e qualquer interrupção prolongada ameaça abastecimento e preços.
Por que o gargalo logístico mantém o barril nas alturas?
Cerca de 17 milhões de barris por dia cruzam o estreito, segundo a Reuters. A paralisação recente fez o Brent tocar US$ 89, enquanto o WTI encostou em US$ 86, níveis não vistos desde março. O mercado precifica o risco de novos atrasos e o aumento no custo dos seguros marítimos.
“Mesmo que as rotas voltem a operar plenamente, o prêmio de risco já foi incorporado e não deve recuar tão cedo”, aponta relatório da HFI Research.
Impacto no Brasil e na inflação mundial
Um barril mais caro afeta diretamente o preço da gasolina e do diesel, itens com peso relevante no IPCA. Para o Banco Central, cada alta de 10% no petróleo pode adicionar até 0,15 ponto percentual à inflação anual. Em 2022, cenário parecido forçou a Petrobras a repassar custos, pressionando o consumidor e os fretes.
O que você acha? A escalada do barril deve acelerar reajustes nas bombas ou o governo tem espaço para amortecer o choque? Para mais análises sobre o mercado de energia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Exame