Corrida pelo “ouro branco” pode redefinir a geopolítica da energia
Bolívia – Em plena transição para veículos elétricos, o país andino chama atenção ao concentrar 70% das reservas conhecidas de lítio no Salar de Uyuni, um deserto salgado de 10 mil km² situado a 3.656 m de altitude.
- Em resumo: volume estimado em 10 bilhões de toneladas atrai mineradoras e pode injetar bilhões na economia boliviana.
Por que o salar virou “mina dos sonhos” das baterias
Reportagem exibida pela Band destacou que a demanda global por lítio deve quadruplicar até 2030, movimento impulsionado por montadoras que migram para carros elétricos. A Bloomberg projeta déficit do insumo já neste ano, o que torna qualquer grande jazida um ativo estratégico.
O Salar de Uyuni responde sozinho por cerca de 70% das reservas de lítio do planeta, segundo levantamento geológico citado pelo governo boliviano.
Impacto econômico e desafios para extrair riqueza em altitude
A expectativa oficial é elevar o PIB boliviano em até 4 p.p. quando a produção comercial ganhar escala, mas gargalos logísticos e a necessidade de tecnologia de extração direta – menos poluente e mais rápida – ainda travam o avanço. Analistas lembram que Chile e Argentina, vizinhos do chamado “Triângulo do Lítio”, já implementam marcos regulatórios atrativos, enquanto a Bolívia discute royalties de até 12% para proteger comunidades Aymara e Quechua que vivem no altiplano.
O que você acha? O Salar de Uyuni pode destronar Austrália e China no mercado de lítio ou ficará preso a entraves ambientais? Para acompanhar outras análises sobre commodities críticas, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo da Bolívia