Resgates em queda viram o jogo para os planos de longo prazo
Fenaprevi – A federação que representa as seguradoras revelou que, no primeiro bimestre de 2026, a previdência privada aberta somou R$ 27,5 bilhões em contribuições brutas, 9,5% abaixo de 2025, mas viu a captação líquida saltar para R$ 4,9 bilhões graças ao encolhimento dos resgates.
- Em resumo: saldo positivo cresceu 52,4% mesmo com menos dinheiro novo entrando.
Queda histórica nos resgates impulsiona saldo recorde
Os saques recuaram 16,8%, para R$ 22,6 bilhões, aliviando a pressão sobre o caixa dos fundos e explicando o melhor resultado líquido. Segundo especialistas ouvidos pelo Valor Econômico, a menor volatilidade dos mercados e o aumento da conscientização financeira contribuem para segurar o investidor por mais tempo.
“A captação líquida alcançou R$ 4,9 bilhões no bimestre, alta de 52,4% na comparação anual”, detalha o boletim da Fenaprevi divulgado em 7 de abril.
Corte da Selic e reforma tributária entram no radar do investidor
Com a taxa Selic em trajetória de queda e a discussão sobre mudanças no Imposto de Renda avançando no Congresso, produtos de previdência ganham atratividade por oferecer diferimento fiscal e possibilidade de migração para fundos mais conservadores sem pagar IR no momento da troca. Historicamente, ciclos de juros menores estimulam aportes de longo prazo, pois o investidor busca diversificar além da renda fixa tradicional.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay