Saiba como a carta de crédito pode substituir financiamentos caros
Banco Central do Brasil (BCB) – Regulador do setor, o BCB permite que consórcios contemplem desde cirurgias até abertura de negócios, atraindo quem quer fugir dos juros elevados em financiamentos tradicionais.
- Em resumo: consórcio já financia educação, saúde, viagens e até quitação de dívidas, mas o uso do valor é fiscalizado pela administradora.
Do carro à faculdade: a lista de usos só cresce
Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, mais de 9 milhões de cotas ativas mostram a expansão para serviços como intercâmbio, cursos profissionalizantes e procedimentos médicos. A administradora, porém, paga diretamente o fornecedor – nunca o cliente –, o que garante que a carta cumpra o destino contratado. Especialistas lembram que “não é dinheiro na mão”, mas um crédito com objetivo pré-definido, como explica Bruno Borges, do Mycon Consórcios.
“A carta de crédito nunca é dinheiro livre; ela tem sempre uma finalidade definida desde o início”, reforça Borges.
Planejamento x urgência: quando o consórcio faz sentido
Com a Selic estacionada em 10,75% ao ano, trocar um financiamento sujeito a juros compostos por uma taxa de administração fixa pode aliviar o fluxo de caixa familiar. Mas há um custo: a contemplação depende de sorteio ou lance, processo que pode demorar meses. Para metas de longo prazo, como a reforma da casa ou a compra de equipamentos profissionais, o modelo tende a ser vantajoso, aponta reportagem da Reuters.
Casos de sucesso incluem a quitação de financiamentos imobiliários, redução de saldo devedor em cursos de pós-graduação e capitalização para microempreendedores. Entretanto, erros comuns surgem quando o consumidor espera liberação imediata do crédito ou ignora a necessidade de apresentar orçamentos e contratos com CNPJ válidos.
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